A promessa original do plano
Migrar dados sigilosos para ambiente de nuvem do governo até 2027. É deste texto que partem os prazos e as metas acompanhadas nesta ação.
Migrar dados sigilosos para ambiente de nuvem do governo até 2027.
Na mesma linha do tempo convivem os dois registros. Um é o que o plano prometeu no dia do lançamento. O outro, o que documentos públicos mostram que aconteceu desde então.
Migrar dados sigilosos para ambiente de nuvem do governo até 2027. É deste texto que partem os prazos e as metas acompanhadas nesta ação.
Assinatura dos acordos de cooperação técnica que criam a Nuvem de Governo — antecedente direto e instrumento fundador da trilha da Ação 27, até então registrada só a partir de maio de 2025. Backfill documental.
Carta anual do Serpro identifica explicitamente a Nuvem de Governo como Ação 27 do PBIA e relata expansão de capacidade em 2024. Como a nuvem é anterior ao PBIA, isso não comprova migrações de dados sigilosos ou execução financeira da ação.
A agenda oficial do BNDES registra reunião intitulada Projeto de Nuvem Brasileira e participante do gabinete do MGI. É antecedente de planejamento institucional; não demonstra serviço, arquitetura, contrato, migração de dados ou operação da Ação 27.
Ministério da Saúde e Serpro iniciam a jornada de migração de cerca de 459 sistemas DataSUS para nuvem soberana; CadSUS (228,6 milhões de CPFs) e RNDS (mais de 5 bilhões de registros) como cargas iniciais. As fontes não citam expressamente a Ação 27 — registrar como materialização do escopo da ação, não execução nominal.
O UOL relata que MGI, BNDES, Serpro e ABDI trabalharão em uma proposta de serviço nacional de computação em nuvem. A notícia descreve uma modelagem a ser construída, não uma contratação, migração de dados, serviço operacional ou execução financeira da Ação 27.
O Serpro relata a escuta de mercado realizada com MGI, ABDI e BNDES. A discussão propõe infraestrutura pública localizada no Brasil, operação por empresa pública e licenciamento que preserve manutenção e evolução nacionais. O estágio continua sendo modelagem de uma proposta: não há arquitetura final, contratação, migração de dados, operação ou execução financeira da Ação 27.
Entrevista ministerial relata o desenho em discussão: parceria público-privada entre Serpro e empresas de capital majoritariamente brasileiro, sem nova estatal e sem Dataprev no desenvolvimento, com código aberto e jurisdição brasileira. A consulta (270 participantes de 70 instituições, 59 empresas) se encerraria em 25/09, com modelagem em outubro, edital no início de novembro, escolha ainda em 2026 e cerca de dois anos de desenvolvimento. É intenção declarada de modelagem, com desenho admitido como indefinido; não há arquitetura final, contratação, migração ou operação da Ação 27.
Reportagem de entrevista relata a declaração de que Serpro e Dataprev já gastaram mais de R$ 1,8 bilhão em contratações e equipamentos (servidores, CPUs e GPUs) para a infraestrutura da Nuvem Brasileira — cifra já divulgada em 14/09 pelo Tele.Síntese e aqui republicada em cadeia de segunda mão (Convergência Digital ← Brasil 247), sem transcrição ou documentos. O valor é alegado e não auditado: não há documentos de contratação, empenho, pagamento ou discriminação de objetos no relato, e a reportagem não cita a Ação 27. Não deve ser somado a outros agregados nem lido como execução financeira comprovada da ação.
Nenhuma mudança documentada desde o lançamento do plano.
MGI, BNDES, Serpro e ABDI elaborarão uma proposta de serviço nacional de computação em nuvem, chamada de Nuvem Brasileira.
A fonte descreve uma proposta/modelagem futura. Não há serviço, migração de dados sigilosos, contrato, orçamento ou operação atribuível à Ação 27.
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